A delegação brasileira não compareceu ao discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante a Assembleia Geral da ONU (Organizações das Nações Unidas), nesta 6ª feira (27.ago.2024). Tradicionalmente, o país está presente durante as falas de líderes mundiais, mas uma ordem vinda de Brasília determinou que nenhum representante estivesse na solenidade, segundo apurou o Poder360.
A decisão foi do Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, em protesto pela morte de 2 adolescentes brasileiros no Líbano nesta semana por bombardeios israelenses. As vítimas foram Mirna Raef Nasser, de 16 anos, e Ali Kamal Abdallah, de 15 anos.
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Além do Brasil, outros países se ausentaram ao início da fala de Netanyahu. Saíram do local delegações do Irã, Cuba, Arábia Saudita, Trinidad e Tobago e do Estado da Palestina.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sido crítico a Israel pelo conflito travado com a Palestina desde o último ano. Durante seu discurso no evento, na última 3ª feira (24.set), o presidente saudou a presença da comissão palestina e condenou os ataques recentes contra o Líbano.
“Meus cumprimentos ao presidente da Assembleia Geral, Philémon Yang. E também quero saudar o secretário-geral António Guterres. E cada um dos chefes de Estado e de governo e delegados e delegadas aqui presente. Dirijo-me em particular à delegação Palestina que integra pela 1ª vez essa sessão de abertura, mesmo que ainda na condição de membro observador. E quero saudar a presença do presidente Mahmoud Abbas aqui presente”, declarou Lula. A fala do presidente não foi aplaudida pela comissão israelense.
O petista afirmou que, atualmente, o mundo assiste a uma das “maiores crises humanitárias da história recente”. De acordo com ele, o conflito agora se expande “perigosamente” para o Líbano.
“O que começou com uma ação terrorista de fanáticos contra civis israelenses inocentes tornou-se uma punição coletiva de todo o povo palestino. São mais de 40.000 vítimas, em sua maioria, mulheres e crianças. O direito de defesa transformou-se no direito de vingança, que impede um acordo para a liberação de reféns e adia o cessar-fogo”, disse o chefe do Executivo.
O Poder360 transmitiu o discurso de Lula na abertura da 79ª Assembleia Geral da ONU.
Assista:
CONFLITO NO LÍBANO
Israel e o grupo Hezbollah, do Líbano, travam um conflito na fronteira desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023, depois de um ataque do Hamas, aliado do grupo extremista libanês.
As forças israelenses intensificaram a ofensiva na última semana. Os ataques já causaram ao menos 558 mortes e deixaram mais de 1.600 feridos.







