Iniciativa começa pelo Lago Norte e pretende alcançar todas as regiões administrativas até 2026
Por Dicas Lago Norte – 08/10/2025
Em um movimento que alia sustentabilidade, saúde e inclusão social, o Governo do Distrito Federal (GDF) lançou nesta semana o programa “Horta DF”, uma iniciativa pública voltada para o incentivo à criação de hortas urbanas comunitárias, escolares e residenciais. O projeto-piloto foi inaugurado no Lago Norte e servirá de modelo para expansão em todo o DF até 2026.
A proposta do programa é transformar espaços ociosos e subutilizados em áreas produtivas, onde hortaliças, ervas medicinais e frutas possam ser cultivadas por moradores com apoio técnico e logístico do governo. A ação envolve também escolas, instituições sociais e comerciantes locais.
“Essa é uma política pública com múltiplos impactos positivos: promove educação ambiental, melhora a qualidade da alimentação, gera oportunidades de renda e ainda fortalece o senso de comunidade”, destacou a secretária de Agricultura do DF, Renata Monteiro, durante o lançamento do programa no CA 5 do Lago Norte.

Primeira horta do projeto no Lago Norte já está em funcionamento
A primeira horta do programa foi instalada em um terreno público entre os conjuntos 3 e 5 do Lago Norte. O espaço, antes tomado por mato alto e entulho, foi limpo, cercado e equipado com sistema de irrigação por gotejamento, fornecido pela Secretaria de Agricultura.
Os moradores se organizaram em um grupo de voluntários e receberam capacitação sobre cultivo orgânico, compostagem, plantio em mandalas e colheita escalonada. Hoje, já é possível ver canteiros com alface, couve, cebolinha, hortelã, manjericão, tomate-cereja e pimentas.
“Nunca imaginei que um espaço esquecido como esse viraria algo tão bonito. Agora venho aqui com minha filha toda semana cuidar das plantas. É terapêutico”, conta a moradora do Lago Norte, Lívia Andrade, 38 anos, voluntária no projeto.
Educação ambiental e oficinas práticas em escolas públicas
O projeto também inclui um eixo educacional. Escolas públicas do Lago Norte e regiões próximas estão sendo convidadas a criar suas próprias hortas pedagógicas, com o apoio do programa.
Professores e alunos recebem kits de jardinagem, sementes e acesso a oficinas práticas sobre compostagem, reaproveitamento de resíduos orgânicos, preservação da água e alimentação saudável.
A diretora da Escola Classe Varjão, Marta Silva, avalia que a experiência vai além da sala de aula:
“A horta escolar ensina na prática conceitos que passam por ciências, matemática, geografia e cidadania. E ainda ajuda na merenda.”

Sustentabilidade, saúde e geração de renda
De acordo com o GDF, o “Horta DF” pretende fomentar a sustentabilidade urbana em várias frentes. Ao reaproveitar espaços ociosos e resíduos orgânicos, o programa contribui para a redução de lixo nos aterros sanitários e da emissão de carbono.
A produção será voltada para o autoconsumo da comunidade, mas o governo estuda parcerias com feiras e mercados locais para permitir a comercialização do excedente. Isso poderá representar uma fonte de renda extra para famílias em situação de vulnerabilidade social.
Além disso, a Secretaria de Desenvolvimento Social informou que famílias atendidas por programas assistenciais terão prioridade nos cursos e insumos oferecidos pelo projeto.
Expansão para outras regiões até 2026
O GDF planeja implantar o programa em pelo menos 100 pontos até o final de 2026. As próximas regiões a receberem hortas urbanas são Planaltina, Ceilândia, Gama, Taguatinga, Sobradinho e Samambaia.
Cada local terá um modelo adaptado à realidade da comunidade, com apoio das administrações regionais, associações de moradores, escolas e ONGs parceiras.
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