Falar sobre saúde mental é necessário — mas é preciso cuidado, empatia e informação
O mês de setembro marca a campanha Setembro Amarelo, dedicada à prevenção do suicídio e à promoção da saúde mental. Mais do que usar a cor amarela nas redes sociais, este é um momento de reflexão, escuta e responsabilidade.
Mas afinal, como falar sobre saúde mental de forma acolhedora e sem reforçar estigmas? Nesta matéria, você entende o propósito da campanha, os cuidados necessários na comunicação e como ajudar de forma concreta.
Por que o Setembro Amarelo existe?
Criada em 2015 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), a campanha busca:
- Reduzir o estigma sobre o sofrimento psíquico
- Estimular o diálogo aberto sobre saúde mental
- Prevenir o suicídio por meio da informação e da escuta ativa
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. No Brasil, são cerca de 14 mil casos anuais — um a cada 45 minutos.
O que é saúde mental?
Saúde mental não é estar feliz o tempo todo. É o bem-estar emocional, psicológico e social que permite lidar com os desafios da vida, trabalhar e se relacionar.
Todos nós temos saúde mental — e ela varia ao longo da vida. Assim como cuidamos do corpo, cuidar da mente também é essencial.

Como não falar sobre o tema
Abordar suicídio exige cuidado e responsabilidade. Evite conteúdos que:
- Sensacionalizam ou romantizam o suicídio
- Descrevem métodos utilizados
- Julgam a pessoa por estar em sofrimento
- Usam termos como “suicídio bem-sucedido” ou “cometeu suicídio”
Prefira expressões como “morte por suicídio” ou “tirou a própria vida”, sempre com empatia.
Como comunicar com responsabilidade
- Utilize linguagem acolhedora e não estigmatizante
- Compartilhe canais de ajuda e informações confiáveis
- Dê espaço para histórias reais, com apoio de profissionais
- Enfatize a importância de buscar ajuda
- Respeite o sigilo e a privacidade das pessoas envolvidas
Onde buscar ajuda?
Canais de apoio gratuitos e sigilosos:
- CVV – Centro de Valorização da Vida
Ligue 188 (24 horas, ligação gratuita) - CAPS – Centros de Atenção Psicossocial
Atendimento gratuito pelo SUS - SAMU – 192 (em situações de emergência)
O que cada um pode fazer
- Escute sem julgamento
- Observe mudanças de comportamento em amigos e familiares
- Ofereça apoio e incentive a busca por ajuda profissional
- Fale sobre o assunto com responsabilidade e empatia
Conclusão
O Setembro Amarelo é mais do que uma campanha: é um convite à empatia, à informação e ao cuidado. Falar sobre saúde mental salva vidas — desde que seja feito com responsabilidade.
Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil, procure ajuda. Você não está sozinho.
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