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Cobertura vacinal contra poliomielite fica abaixo da meta no Distrito Federal e acende alerta para risco de reintrodução da doença

Apenas 85,1% das crianças receberam as doses até abril; meta é de 95%. Especialistas alertam para a importância da imunização e o risco de retorno de doenças já erradicadas.

A cobertura vacinal contra a poliomielite, doença que pode causar paralisia permanente, segue abaixo da meta no Distrito Federal. Segundo dados da Secretaria de Saúde (SES-DF), entre janeiro e abril deste ano o índice de imunização foi de 85,1%, número inferior ao patamar mínimo de 95% recomendado pelo Ministério da Saúde para garantir a proteção coletiva da população infantil.

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma enfermidade viral que pode atingir o sistema nervoso e provocar sequelas irreversíveis. Embora o Brasil não registre casos desde 1989, a queda na adesão às vacinas preocupa autoridades sanitárias e pode comprometer o status de país livre da doença.


Vacinação é a única forma de prevenção

De acordo com o calendário nacional de imunização, todas as crianças menores de cinco anos devem receber as doses da vacina contra a poliomielite. A aplicação ocorre aos 2, 4 e 6 meses de vida, com reforço aos 15 meses.

Desde novembro de 2024, o Brasil passou a adotar exclusivamente o esquema com a vacina inativada poliomielite (VIP) aplicada por injeção, seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A mudança substitui gradualmente a versão oral (as conhecidas “gotinhas”), visando ampliar a segurança e padronizar o esquema vacinal em todo o país.

Risco de retorno de doenças erradicadas

A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, alerta que a baixa cobertura vacinal não afeta apenas a proteção contra a poliomielite, mas também abre espaço para o retorno de outras doenças que já estavam controladas no Brasil.

“A queda na cobertura vacinal permite a reintrodução de enfermidades como varicela, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite e sarampo. Manter os índices de imunização elevados é essencial para evitar o retorno de doenças que o país levou décadas para controlar”, destaca Tereza.

Ela reforça que a vacinação é um ato de responsabilidade coletiva e que manter o calendário das crianças em dia é fundamental para proteger toda a comunidade.

“Quando a imunização cai, todos ficam expostos inclusive aqueles que não podem se vacinar por motivos médicos. A vacinação é um compromisso de proteção mútua”, acrescenta.


Campanhas e estratégias

A Secretaria de Saúde do DF tem intensificado ações de busca ativa e campanhas informativas nas unidades básicas de saúde (UBSs) e em creches públicas e particulares. O objetivo é facilitar o acesso às vacinas e conscientizar os pais sobre a importância de atualizar a caderneta vacinal.

Além disso, a pasta pretende ampliar o horário de funcionamento de alguns postos e reforçar as equipes volantes em regiões com menor cobertura, buscando alcançar a meta nacional até o fim do ano.


Contexto nacional e global

O alerta do DF reflete uma tendência observada em todo o país. Dados do Ministério da Saúde indicam que o Brasil enfrenta um declínio gradual na cobertura vacinal desde 2015. Em 2023, apenas 83% das crianças receberam todas as doses contra a poliomielite, muito abaixo dos índices registrados na década anterior, quando o país frequentemente superava 95%.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a poliomielite uma doença próxima da erradicação global, mas o vírus ainda circula em alguns países da Ásia e da África. Em um cenário de queda vacinal, há risco de reintrodução do poliovírus em regiões anteriormente livres da doença.

Chamado à conscientização

Diante do cenário, especialistas reforçam que a vacinação é a principal ferramenta para proteger crianças e impedir o retorno de doenças graves.

“O Brasil foi referência mundial em campanhas de imunização. Retomar essa confiança é essencial para manter a saúde pública e evitar retrocessos”, conclui Tereza Luiza Pereira.

Pais e responsáveis podem procurar qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) do DF para verificar a situação vacinal das crianças. A imunização é gratuita e está disponível durante todo o ano.

Para mais informações siga: @dicasnolagonorte