Dicas Lago Norte | Brasília, 30 de setembro de 2025
Com uma malha cicloviária já consolidada, Brasília avança em um novo capítulo da mobilidade urbana. O Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou um plano ambicioso de expansão que promete adicionar mais 100 quilômetros de ciclovias até o final de 2026. A proposta não apenas reforça o compromisso ambiental da capital, como também responde ao crescimento da demanda por transporte alternativo e sustentável.
Segundo o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), cerca de 8% da população utiliza a bicicleta como meio principal ou complementar de transporte — número que tende a crescer com os novos investimentos em infraestrutura.

Integração e conectividade urbana
O novo plano de expansão prioriza a conectividade entre regiões administrativas, principalmente aquelas tradicionalmente isoladas do Plano Piloto por falta de vias adequadas para ciclistas. O objetivo é integrar áreas como Samambaia, Ceilândia, Riacho Fundo e, claro, o Lago Norte, que deve receber melhorias significativas nos próximos meses.
“Não se trata apenas de construir mais ciclovias, mas de criar uma rede eficiente, conectada e segura para quem opta pela bicicleta. Essa é uma mudança estrutural na forma como planejamos a cidade”, afirmou Marcela Nunes, secretária-adjunta de Mobilidade.
Lago Norte no radar
A população do Lago Norte, que já conta com trechos da ciclovia da EPML (Estrada Parque do Lago Norte), deve ser beneficiada com a requalificação e ampliação da malha local. Em entrevista ao Dicas Lago Norte, o engenheiro de transportes da Secretaria de Obras, Roberto Camargo, confirmou que o trecho entre a QI 5 e o Varjão será reformulado, com melhor sinalização, iluminação noturna e aumento da largura em trechos críticos.
Além disso, está em estudo a criação de uma nova ligação cicloviária entre o Lago Norte e o Eixo Norte do BRT, passando pelo setor de mansões e aproveitando a topografia relativamente plana da região.
“O Lago Norte tem enorme potencial para ser modelo de mobilidade integrada, com trechos que permitem acesso fácil ao Plano Piloto e áreas verdes ideais para o uso de bicicletas”, comenta o urbanista Pedro Couto, especialista em cidades sustentáveis.

Benefícios além do trânsito
A expansão da malha cicloviária impacta positivamente não apenas o trânsito, mas também a saúde da população e o meio ambiente. Estima-se que, para cada 10 km pedalados, evita-se a emissão de cerca de 2,5 kg de CO₂ na atmosfera. Além disso, o uso da bicicleta está diretamente relacionado à melhoria da saúde cardiovascular e da qualidade de vida.
A prefeitura planeja ainda ações de educação para o trânsito, com foco no respeito aos ciclistas por parte dos motoristas, e parcerias com escolas públicas para incentivar o uso da bike entre os mais jovens.
Brasília, cidade planejada, pode estar finalmente se tornando a cidade das bicicletas. E o Lago Norte está pedalando junto.
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