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CULTURA & COMPORTAMENTO

Jovens de Brasília redescobrem a leitura em grupo e transformam cafés e livrarias em espaços culturais

Clubes de leitura crescem na capital e ganham força nas redes sociais, promovendo encontros presenciais e ações sociais com impacto real nas comunidades

Por Redação | Cultura & Comportamento | Brasília, 18 de setembro de 2025

Uma nova cena literária vem se formando em Brasília. Nos últimos dois anos, os clubes de leitura organizados por jovens leitores se multiplicaram na capital e vêm transformando a forma como o público jovem consome — e compartilha — literatura.

Impulsionados pelo crescimento das comunidades de leitores nas redes sociais, como o TikTok (BookTok) e o Instagram, esses grupos têm se reunido regularmente em cafés, livrarias e até parques públicos, para discutir livros, trocar experiências e promover eventos culturais.

Leitura coletiva, encontros reais

O Clube Literário do Lago, criado por estudantes da Universidade de Brasília (UnB), é um dos mais ativos da cidade. O grupo começou com um círculo de leitura virtual em 2023 e hoje conta com mais de 60 membros ativos, com idades entre 16 e 30 anos. Os encontros são realizados mensalmente no Lago Norte e também em locais como a Livraria Saberes & Letras, na 506 Sul.

“A gente queria um espaço para conversar sobre os livros que estávamos lendo, mas também sobre política, vida e sentimentos. A literatura virou o ponto de partida”, conta Mariana Azevedo, fundadora do clube e estudante de Letras na UnB.

O grupo já discutiu obras como Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, A Vegetariana, da sul-coreana Han Kang, e mais recentemente O Avesso da Pele, de Jeferson Tenório.

Livrarias e cafés como novos centros culturais

Livrarias e cafés têm acompanhado esse movimento e adaptado suas agendas. A Livraria Saberes & Letras passou a abrir seu auditório gratuitamente para clubes de leitura, enquanto o café Verbo e Café, na Asa Norte, promove noites de leitura aberta, com microfone livre e sarau.

“Tem sido lindo ver essa geração se conectar por meio da literatura. O ambiente muda completamente nesses encontros, vira uma espécie de refúgio cultural”, comenta Laura Tavares, gerente da livraria.

Ações sociais e impacto comunitário

Alguns clubes têm ido além da troca de ideias e promovido ações sociais, como doações de livros em escolas públicas, projetos de incentivo à leitura em comunidades e leitura compartilhada com crianças em Ceilândia, Samambaia e Riacho Fundo.

Essa nova onda literária mostra que a juventude de Brasília não está apenas conectada ao mundo digital, mas também buscando experiências presenciais com propósito.

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