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Mutirão reúne moradores e voluntários para limpar a orla do Lago Norte

Ação comunitária na “Quebra da 5/7” recolhe lixo e chama atenção para o abandono de uma das áreas mais belas do Lago Paranoá

No último domingo (15/9), a comunidade do Lago Norte viveu uma manhã diferente: moradores, voluntários e ativistas ambientais se uniram para o 1º Mutirão de Limpeza da orla do Lago Norte, na região conhecida como “Quebra da 5/7”, localizada na QL 5/7. A área, apesar de pouco conhecida por muitos brasilienses, é um verdadeiro refúgio natural – que, infelizmente, sofre com o descaso, o lixo e a falta de manutenção.

A ação foi organizada pelo Instituto Regenera Brasil em parceria com o Instituto No Setor. Ao longo da manhã, os participantes recolheram sacolas plásticas, garrafas PET, restos de piquenique e até materiais mais perigosos à fauna local. O objetivo, segundo os organizadores, vai além da limpeza: trata-se de um movimento por mais consciência ambiental e valorização dos espaços públicos.

Cuidado coletivo com o meio ambiente

João Teixeira, 33 anos, presidente do Instituto Regenera Brasil, explicou que o mutirão faz parte de uma série de iniciativas ambientais planejadas para o Distrito Federal. “Nosso papel é cuidar, chamar atenção para o que está abandonado e envolver a comunidade nesse processo. Se a gente traz o lixo, também deve levá-lo de volta. A ideia é mostrar que o espaço é nosso, e por isso, merece cuidado”, afirmou.

Ao lado dele, sua esposa e também empreendedora Bruna Aragão, 33, destacou a importância de manter o local limpo, especialmente nos finais de semana, quando o espaço é frequentado por famílias, crianças e esportistas. “Já viemos aqui antes do público chegar só para limpar. O ambiente é lindo, mas muitas vezes está sujo, com lixo e fezes de animais como capivaras. A ideia é que as pessoas tenham uma experiência positiva aqui”, explicou.

Uma área bonita, mas esquecida

Entre os participantes estava Alex Lindoso, 35, advogado e membro do Instituto No Setor. Ele reforçou a necessidade de mais atenção por parte do poder público. “É uma região belíssima, mas parece esquecida. Tentamos frequentar com frequência, mas encontramos lixo, carrapatos, mato alto e pouca segurança. A sensação é de que não querem que a população use esse espaço”, desabafou.

A opinião é compartilhada por muitos moradores que participaram do mutirão. Um deles é Israel Magalhães, 29 anos, morador do Varjão. Ele conta que sua relação com a natureza começou ainda na infância, graças ao pai, que o levava para cachoeiras e trilhas. “Muita gente que vive em áreas mais carentes nunca teve acesso a belezas como essa. Hoje, poder cuidar de um lugar assim é uma forma de devolver tudo o que a natureza já me deu”, declarou.

Mobilização e esperança

O mutirão teve início por volta das 10h e reuniu dezenas de pessoas unidas pelo mesmo propósito: cuidar do Lago Paranoá. Ao final da manhã, diversos sacos de lixo foram recolhidos, deixando a orla mais limpa e pronta para receber os frequentadores.

Os organizadores pretendem realizar novas edições da ação em outros pontos do Lago e convidam mais moradores da região a participarem. “A gente acredita que pequenas ações podem gerar grandes mudanças. Quando a comunidade se une, o impacto é muito maior”, reforçou João Teixeira.

A “Quebra da 5/7”, ainda pouco conhecida, pode se tornar um exemplo de preservação e uso consciente dos espaços públicos, desde que o cuidado coletivo continue. O recado deixado por quem participou do mutirão é claro: preservar o Lago é um dever de todos.

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