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Me pergunto por que não denunciei na hora, diz Anielle sobre assédio

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, quebrou o silêncio e se pronunciou publicamente pela 1ª vez sobre o episódio de assédio sexual que culminou na demissão de Silvio Almeida do Ministério dos Direitos Humanos em 6 de setembro

Em entrevista publicada pela revista Veja nesta 6ª feira (4.out.2024), Anielle disse que passou a notar comportamentos inapropriados de Almeida já em dezembro de 2022, na transição de governo. Meses depois, ele teria assediado fisicamente a ministra durante uma reunião. Anielle destacou ter expressado seu incômodo ao então ministro, que se desculpou –mas voltou a sussurrar uma frase desrespeitosa em seu ouvido.

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“Fico me perguntando o tempo todo por que não reagi na hora, por que não denunciei imediatamente, por que fiquei paralisada. Me culpei muito pela falta de reação imediata, e essas dúvidas ficaram me assombrando”, afirmou a ministra. 

Na 4ª feira (2.out), ela depôs sobre o caso à PF (Polícia Federal). Questionada sobre o que teria acontecido especificamente no episódio de assédio, disse preferir não entrar em detalhes para “preservar as investigações” e não “repetir a violência” que sofreu. 

Anielle disse ter se sentido vulnerável ao ver o caso se tornar público por uma reportagem do portal Metrópoles há quase 1 mês, em 5 de setembro. Anielle foi o principal nome veiculado como vítima depois que a organização Me Too Brasil acusou Almeida de comportamento abusivo contra outras mulheres, embora sem a citar. 

“Fiquei em silêncio porque tudo aquilo era muito violento. Estava atravessada pela forma como as notícias saíram e pelo cerco dos jornalistas”, disse. E completou: “Nenhuma vítima, de qualquer tipo de violência que seja, tem a obrigação de se expor, falar quando as pessoas querem que ela fale. As vítimas têm de falar na hora em que elas se sentirem confortáveis”

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A ministra também destacou o apoio recebido pela primeira-dama Janja no dia em que o caso se tornou público. A mulher do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou uma foto abraçando Anielle em seus stories no Instagram.

“Janja é uma grande companheira de luta e desde que cheguei ao governo ela se tornou amiga e parceira. A postagem simboliza mais do que solidariedade. É uma manifestação de apoio e de compromisso com a agenda de proteção às mulheres, de tolerância zero à violência e à opressão”.

ASSÉDIO

Silvio Almeida foi acusado de ter cometido assédio sexual contra várias pessoas, inclusive Anielle Franco. Os relatos foram feitos em uma nota da organização Me Too Brasil. A citação à Anielle aparece em diversos veículos da mídia (dentre eles, Metrópoles, Folha de S.Paulo e O Globo). O comunicado da Me Too Brasil não mencionava o nome da ministra.

Segundo a organização, a demanda foi enviada pela coluna do jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, para confirmação das acusações, e a divulgação do caso se deu a partir do consentimento das vítimas, visto que as informações são mantidas em sigilo.

Em nota enviada ao Poder360, a entidade afirmou que as mulheres foram atendidas por meio dos canais de atendimento da organização e receberam acolhimento psicológico e jurídico.

Conforme a reportagem publicada pelo Metrópoles, os assédios incluíam toque nas pernas de Anielle, beijos inapropriados ao cumprimentá-la e expressões de conteúdo sexual.

Almeida divulgou um vídeo na noite de 5 de setembro para se defender da acusação de assédio sexual. Na gravação, ele afirmou que havia um grupo querendo “apagar e diminuir” a sua existência e diz que pediu ao Ministério da Justiça, à PGR (Procuradoria Geral da República) e à CGU (Controladoria Geral da União) que investiguem o caso.

Assista:

@poder360

O ministro dos DireitosHumanos, SilvioAlmeida, divulgou um vídeo na noite desta 5ª feira (5.set.2024) para se defender da acusação de assédio sexual. Dentre as vítimas estaria a sua colega na Esplanada AnielleFranco, da Igualdade Racial. A imputação foi feita pela organização Me Too Brasil sem detalhar os casos. Na gravação, Almeida afirma que há um grupo querendo “apagar e diminuir” a sua existência e diz que pediu ao Ministério da Justiça, à PGR (Procuradoria Geral da República) e à CGU (Controladoria Geral da União) que investiguem o caso. 🔹 Leia a reportagem no Poder360.

♬ som original – Poder360

 

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