O Ministério Público de Minas Gerais apresentou uma denúncia contra Carlos Fabel, ex-diretor financeiro do Clube Atlético Mineiro, de apropriação indébita. A ação, que está em sigilo, é fruto de uma investigação de 2 anos e exige que Fabel devolva aproximadamente R$ 4 milhões ao Atlético-MG. A informação foi divulgada pela rádio Itatiaia na 4ª feira (2.out.2024) e confirmada pelo Pode360.
A Promotoria Criminal de Belo Horizonte e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) conduziram a investigação. O processo incluiu dossiês e auditorias do clube, que indicam a possibilidade de outros crimes e envolvidos.
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Fabel foi diretor financeiro de junho de 2009 a janeiro de 2019, durante as presidências de Alexandre Kalil, Daniel Nepomuceno e Sérgio Sette Câmara. Nesse período, o cartola teve um aumento salarial considerado suspeito: ele foi contratado com um salário de R$ 18.000 em 2009 e já recebia R$ 40.000 líquidos 4 anos depois, em 2013.
Além disso, o ex-diretor recebeu quase R$ 10,3 milhões entre 2010 e 2014. Esses valores, pagos a três empresas associadas a ele, sob a presidência de Alexandre Kalil, hoje somam cerca de R$ 20 milhões, considerando o ajuste pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor). A investigação ainda avalia o envolvimento de outros possíveis beneficiários.







