A agência de risco Moody’s aumentou de Ba2 para Ba1 a nota de crédito do Brasil. Também manteve a perspectiva em “positiva”, o que pode melhorar ainda mais a nota no futuro. Eis a íntegra do comunicado, em inglês (PDF – 161 kB).
Em maio, a agência havia dito que o país tinha “solidez fiscal fraca”. No anúncio desta 3ª feira (1º.out.2024), avalia que o crescimento está mais robusto que o avaliado anteriormente, mas que a credibilidade da estrutura fiscal do Brasil ainda é “moderada”.
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A Moody’s afirmou que o custo da dívida está em nível relativamente alto, mas que o crescimento mais robusto da economia e a política fiscal permitirão que o endividamento se estabilize no médio prazo, “embora em níveis relativamente altos”.
A Moody’s revisou para 2,5% a estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2024. Disse que, no médio prazo, a expansão da atividade econômica deve ser mais sólida em comparação com anos de pré-pandemia de covid-19. O motivo: “reformas estruturais implementadas ao longo de sucessivas administrações relacionadas a uma série de áreas políticas”.
A agência avalia que, apesar da política polarizada, os governos aprovaram reformas “difíceis”, como a autonomia do Banco Central, a melhoria em governanças de estatais, a digitalização financeira e a reforma trabalhista.
“A próxima revisão do regime tributário, embora entre em vigor por um longo período, também marca uma reforma estrutural notável que melhorará o ambiente de negócios e a alocação de recursos, aumentando o potencial de crescimento de longo prazo”, declarou a agência.
PIB E FISCAL
A Moody’s disse que o crescimento do PIB está mais forte e resiliente. Além disso, o desempenho fiscal e orçamentário do governo para 2025 permaneceram “consistentes com as metas fiscais”.
A nota disse, porém, que há riscos persistentes para o cumprimento das metas fiscais devido à rigidez estrutural dos gastos e o aumento das despesas obrigatórias como Previdência Social, programas sociais e custeio de saúde e educação.
A agência avalia que o governo tem se esforçado para aumentar as receitas e que há “medidas incipientes para cortar gastos”. Disse esperar que os resultados primários melhorem gradualmente em linha com as metas do governo nos próximos 2 e 3 anos.
“Na ausência de grandes choques, a conformidade com a estrutura fiscal levará a dívida pública do Brasil a se estabilizar no médio prazo, em torno de 82% do PIB. O pagamento de juros permanecerá elevado em torno de 15% das receitas”, disse a Moody’s.







